domingo, 6 de novembro de 2011

Flamengo goleia o Cruzeiro e volta a sonhar com o título

No VNT do Gazeta Esportivo


André Portugal/Vipcomm
Com três gols no início do segundo tempo, o Flamengo goleou por 5 a 1 o Cruzeiro, neste domingo, no Engenhão, e voltou a sonhar com o título do Campeonatpo Brasileiro. O resultado deixa os rubro-negros com 55 pontos, próximo dos líderes na reta final da competição. Já os mineiros entraram na zona de rebaixamento com os resultados da rodada.

O Cruzeiro começou melhor o jogo e abriu o placar com Anselmo Ramon. Os mineiros tiveram a chance de ampliar com Victorino, mas o uruguaio desperdiçou um pênalti ainda na etapa inicial. Depois do lance só deu Flamengo no jogo e os rubro-negros empataram antes do intervalo com Deivid. No segundo tempo, os donos da casa decretaram a goleada com Deivid, e três gols de Thiago Neves.

Na próxima rodada, o Flamengo vai até o Paraná para encarar o Coritiba, no domingo. Já o Cruzeiro vai receber o Internacional, em Sete Lagoas, no mesmo dia.

Santo Antônio/ A Igreja Assembléia de Deus está comemorando seus 50 anos






A igreja Assembléia de Deus em Santo Antônio está comemorando 50 anos, nesta manha de 6 de novembro ás 10:00h faz uma grande cavalgada pelas ruas de nossa cidade. O pastor Daniel realiza um grande trabalho de evangelização. O parabenizamos






Terço Luminoso em Nova cruz - RN "A Festa está apenas começando"

Foi com essas palavras que o Pe. Edilson Nobre falou aos fiéis paroquianos, por ocasião da realização do Terço Luminoso em Nova Cruz. Milhares de fiéis paroquianos foram até a Igreja de Nossa Senhora da Piedade, bairro Frei Damião, de onde saíram em procissão pelas ruas da cidade. Foi uma grande demonstração de fé. O Pe. Edilson Nobre, pároco, ficou muito sastifeito e feliz com a presença de todos, "fico feliz com a respostas que o povo de Nova Cruz deu ao realizarmos este evento, agradeço a todos e aos que vieram de outras cidades", enfatizou o Pe. Edilson. O evento fez parte da programação de preparação para a festa da padroeira que começa dia 29. Antes terá inicio a peregrinação da imagem da Imaculada Conceição. Com bênção do Santíssimo Sacramento em frente a Igreja Matriz, foi encerrado o Terço Luminoso.

O Terço Luminoso vem sendo realizado pelo Grupo do Terço dos Homens da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, de Parnamirim. O grupo já realizou em várias paróquias e pretende visitar outras, levando esta inovação na evangelização. Em Nova Cruz estiveram presente fiéis de outras paróquias e cidades como Santo Antonio, Montanhas, São Paulo do Potengi e Caiçara/PB .

Fotos do Terço Luminoso: AQUI

sábado, 5 de novembro de 2011

Abismo separa escolas públicas das particulares

 Alunos da rede pública precisam superar obstáculos, como falta de estrutura e qualidade do ensino deficiente.

A qualidade do Ensino Médio na rede pública ainda está anos-luz atrás da rede privada na corrida pelo acesso à universidade, numa distância que impõe um verdadeiro abismo para o estudante de baixa renda conseguir realizar o sonho de cursar o ensino superior. Os contrastes se revelam mais evidentes na preparação para o vestibular, quando as diferenças chegam a intimidar os alunos de escola pública até a fazer a inscrição. Nessa reta final de preparação, a reportagem do Diário de Natal visitou uma escola pública e outra privada e constatou as disparidades: enquanto o aluno da escola privada investe uma média de R$ 800 por mês em preparação, o da escola pública tem, no máximo, o necessário para o seu deslocamento até a escola e convive com problemas sérios que comprometem o aprendizado e põem em risco a conclusão do ensino médio, podendo até impedir a matrícula na universidade.


Masaí e João Henrique têm de disputar carteira em sala de aula Fotos: Carlos Santos/DN/D.A Press
A falta de perspectiva do estudante da rede pública, com relação ao ensino superior, pode ser constatada nos próprios números expostos pela Secretaria Estadual de Educação (SEEC). É grande a distância entre o número de estudantes que ingressam no ensino médio e os que o concluem no tempo previsto. Eles se perdem entre reprovação e abandono escolar devido à necessidade de trabalho e as próprias deficiências da escola pública.

Segundo os números fornecidos pelo setor de estatísticas da SEEC, de 61.353 alunos que ingressaram no 1º ano do ensino médio em 2010, apenas 39.458 conseguiram chegar ao 2º ano em 2011, o que corresponde a 64% do total, ou seja uma redução de cerca de 36%. Os mesmos dados mostram que de 46.585 estudantes que se matricularam no 2º ano em 2010, um total de 33.450 chegaram ao 3º ano, representando cerca de 71%, ou uma queda de 29%. Somando as reduções nas matrículas, do 2º ao 3º ano, que chegam a assombrosos 27.903 alunos a menos, o percentual de 45,48% pode ser entendido como abandono ou reprovação. Ou seja, apenas 54,52% dos alunos do ensino médio das escolas estaduais conseguem chegar ao último ano do ensino médio.

Resta saber quantos desses alunos chegaram a concluir o ensino médio e, consequentemente, efetivaram inscrição no vestibular da UFRN. Essa é uma estatística difícil de saber, pois nos relatórios da Comperve consta apenas o número de alunos oriundos de escolas públicas, incluindo numa só estatística as unidades de ensino estaduais e também os Institutos Federais de Educação Tecnológica (IFRN), além da Escola Agrícola de Jundiaí (da própria UFRN), que são referência em aprovação no vestibular, o que termina por mascarar a realidade.

Greves atrapalham
Não bastasse a baixa qualidade da aprendizagem desde o ensino fundamental já confirmada pelos sistemas de avaliação brasileiros, a greve de 90 dias dos professores da rede estadual foi o que mais contribuiu para selar o desânimo nos concluintes da rede pública. Sem aulas durante um longo período e sem ter acesso a nenhum cursinho da cidade, o estudante segue tomando como norte a própria sorte e sentindo-se despreparado para concorrer com quem tem uma grande bagagem de conteúdo, cujas escolas oferecem toda estrutura pedagógica com uma rotina ininterrupta de aulas e com o foco direcionado para a aprovação nos exames.


Wagner e Mariana, privilégio de estudarem em escola privada
Mas independente da paralisação dos professores, o ano letivo para muitos concluintes do ensino médio já estava também prejudicado em função do déficit de professores em várias disciplinas. Nem mesmo a contratação de professores temporários e estagiários sanou o problema na rede estadual, principalmente em matérias de cálculo. Um déficit que ultrapassa a casa dos quatro mil profissionais, enquanto a escola particular possui um quadro formado de professores e com todo conforto e estrutura física necessárias, contando com os mais diversos recursos audiovisuais e laboratórios que ajudam o aluno a vivenciar as disciplinas e aperfeiçoar o raciocínio lógico.

Para amenizar a situação de deficiência de conteúdo dos concluintes devido à greve dos professores, o governo do estado fez parceria com universidades, que abriram vagas em aulões para 460 alunos concluintes.

Os perigos do lanche fora de casa

Especialistas alertam para os riscos que esse hábito pode trazer à saúde humana.

Já virou costume dos natalenses após sair do trabalho, da escola ou da faculdade a paradinha rápida no cachorro-quente da esquina, a passadinha rápida na barraca de batata-frita vendida nas paradas de ônibus ou a dedicação àquele picolé servido na caixa térmica. Tão rotineiro quanto comer sanduíche com refrigerante após as festas e outros grandes eventos, depois de latas e latas de cerveja. No fim de semana o lanche rápido também está lá, servido na praia nossa de cada domingo. A combinação de todos esses fatores representa, na verdade, um risco à saúde, especialmente quando a prática alimentar deixa de se tornar exceção e passa a ser rotineira. É o que dizem os especialistas em nutrição.


Os riscos à saúde podem ser ainda maiores para crianças e adolescentes em fase de crescimento Foto: Ana Amaral/DN/D.A Press
O cardápio é variado: sucos, vitaminas, chá mate, sorvete, salada de frutas, sanduíches, churrasquinho, cachorro quente, pastel. O estudante de Engenharia Elétrica da UFRN Élder Monteiro da Silva, 23 anos, sempre recorre a esses alimentos vendidos na rua. "Tenho que comê-los. Geralmente passo o dia inteiro fora de casa. Pela manhã trabalho e estudo pela tarde e à noite. Por isso recorro ao salgado, que é uma comida rápida e que engana a fome", diz.

Não é raro que alimentos servidos na rua provoquem diarreia. "Recentemente, eu e minha noiva fomos comer macaxeira com carne moída ao lado da parada do Circular, próximo ao Via Direta. Ficamos o final de semana inteiro mal da barriga", revela o rapaz. O problema dos produtos consumidos por pessoas como o natalense Élder e centenas de outras que passam o dia inteiro na rua é que os salgados consumidos deveriam ter menos gorduras, totais e saturadas. O consumo diário não poderia ultrapassar 25 gramas, o equivalente a uma xícara e meia de salgado por dia. "A combinação de salgadinho, refrigerante, hambúrguer e batata-frita, por exemplo, faz a pessoa se sentir pesada. Isso acontece porque a digestão de gorduras pelo organismo é mais lenta. O salgadinho não tem nenhuma vitamina e nenhum mineral na sua composição. Você enche a barriga,mas não se nutre", alerta a nutricionista Fátima Nunes.

O risco é ainda maior para quem está em fase de crescimento, caso dos adolescentes. "Provoca queda de cabelo, pele ácida e espinha. Muitas vezes eles substituem as refeições por este tipo de lanche e, daquilo que come, o organismo não tem uma boa absorção". O ideal seria consumir alimentos funcionais e optar por alimentos baratos. Não tem dinheiro? "Isso não é desculpa, principalmente pra quem trabalha. Não é vergonha pra ninguém levar uma solda preta, uma rapadura, um cuscuz para comer no intervalo. Ou frutas como banana, caju e manga, que estão disponíveis em abundância aqui no Estado. Coloque num saco e leve para o trabalho. É melhor não comer nada do que se alimentar com frituras".

Já pessoas que dispõem de mais recursos financeiros devem optar por alimentos melhores, "funcionais". Para Fátima Nunes, não há níveis ideais de consumo de produtos como frituras, coxinhas e pastéis fritos. "Eles têm muito sal e óleo na composição. A quantidade de sal, pordia, num ser humano saudável, deveria ser de no máximo 2 gramas nas 24 horas, e fritura, nenhuma, zero. A comida deve ser grelhada ou assada com pouquíssimo óleo, nunca frita", destaca. "Com relação à batata, a frita é ruim por causa do óleo, que oxida o alimento. E a acroleína gerada com o uso do óleo reutilizável provoca câncer. Comer aquilo diariamente é pedir pra morrer", alerta a nutricionista.

Sobre a dupla dinâmica salgado e refrigerante, Fátima Nunes orienta que, no caso dos refrigerantes, se houver cafeína na composição do líquido, pior para a saúde. "A cafeína tira cálcio do organismo. Se o refrigerante for do tipo 'zero açúcar', o ciclamato de sódio presente na fórmula é terrível, até engorda e é ruim para os diabéticos. E se for o normal, também é prejudicial porque tem açúcar branco". Os refrigerantes também são dotados de gás, que possuem uma quantidade muito grande de ácido fosfórico. "Esse ácido rouba cálcio dos ossos. Refrigerante é como salgado. É um anti-alimento. Não tem nutrientes", conclui Nunes.

O guia da boa comida servida na rua

O manipulador (pessoa que lida com a comida na rua) também deve se atentar à higiene pessoal: Lavar sempre as mãos ao usar o banheiro com sabonete líquido. Lavá-las também sempre que usar produtos diferentes como frango e carne. Outro detalhe: "Dinheiro com alimento não combinam", avisa Gláucia Nunes, da Covisa. Também é importante ao vendedor de comidas ter atestado de saúde ocupacional, não fumar durante a manipulação de alimentos, usar proteção capilar (rouca ou boné) e um jaleco, não falar desnecessariamente e não assobiar. Quem tem cortes na mão ou antebraço ou esteja gripado ou resfriado não deve manipular alimentos. Adornos como anéis, pulseiras e brincos, relógios, unhas compridas com esmalte também não devem ser usados. "Em geral o asseio pessoal é importante. O manipulador deve estar todo aparamentado, demonstrando estar o mais higiênico possível".

Alimentos


Ao optar por comer na rua, o ideal é tomar medidas de prevenção Foto: Fabyana Mota/ON/D.A Press
Industrializados - Em geral seguir a recomendação do fabricante com relação à manipulação, congelamento e data de validade. Hambúrgueres, salsichas, ovos e queijos, por exemplo, devem ser inspecionados pelos órgãos da agricultura (federal ou estadual) e ter um selo de inspeção.

Caseiros - No caso dos hambúrgueres caseiros, a matéria prima (carne moída/soja) tem que vir de origem segura (abatedouros regulares), e estar previamente sob refrigeração. No caso da carne, o ideal é que seja moída na frente do consumidor.

Saladas de frutas - A principal orientação é cortar as frutas no dia, para evitar perda de vitaminas. Se forem consumidas cruas, devem ser bem lavadas e desinfetadas com produtos próprios. Depois de cortadas as frutas, com as mãos bem higienizadas, mantê-las sob refrigeração antes de servi-las (média 8ºC).

Salgados - As frituras devem ser preparadas com óleo vegetal. O óleo deve ser trocado porque muda de cor após o uso, apresentando sujeira e conferindo ao alimento substâncias não-desejáveis. Aprincipal característica do óleo que precisa ser trocado são a cor escura, presença de espuma, fumaça e resíduos de alimentos. Também é preciso ter cuidado com o descarte. O óleo deve ser coletado em vasilhas específicas e destinado à coleta pública.

Cafés e sucos - o café tem que ser servido quente e em material descartável. Copos e pratos descartáveis devem ser bem acondicionados na casa do vendedor ambulante, protegidos de poeira e de insetos como baratas e roedores. As frutas do suco devem ser higienizadas e, especialmente, feitos de água mineral ou filtrada. "Não fazer com água da torneira", recomenda a nutricionista. "Se forem feitos com polpa, devem ser registradas no Ministério da Agricultura e mantidas congeladas".

Copos, pratos e canudos - Após usados os descartáveis, jamais reutilizá-los. Com relação aos canudos, usar preferencialmente os embalados individualmente.

Gelo - deve ser adquirido embalado e rotulado. Para ser adicionado às bebidas é preciso que o gelo utilizado esteja na forma de cubos.

Maionese, ketchup e mostarda - Usá-los preferencialmente na forma de sachês. Depois de abertos, não podem ficar em cima dos carrinhos.

+ Mais
Capital não sabe quem são, nem quantos são os ambulantes

A criatividade do tráfico de drogas Para driblar a fiscalização da Polícia, bandidos utilizam os mais diversos métodos para esconder entorpecentes


Foto: Policia Federal/Divulgação
Um fato é demonstrado por dados: o volume de drogas apreendidas pela Polícia Federal no Rio Grande do Norte tem crescido consideravelmente. No ano passado, o total de entorpecentes encontrados com traficantes e "mulas" alcançou 427 quilos, enquanto que em 2011 as apreensões de drogas já somam 1.231 kg. Por causa disso, os agentes federais de combate ao narcotráfico têm notado que os criminosos inventam as mais criativas formas de camuflar o volume de tóxicos que chegam ao território potiguar na tentativa de driblar a fiscalização. Drogas são disfarçadas dentro de tábuas de madeira, aparelhos eletrônicos e até mesmo diluídas em suco.

O policial federal Stênio de Almeida, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), lembra que em 26 de agosto deste ano a PF fez a maior apreensão de drogas do estado, quando foram encontrados 814 kg de maconha e 17 kg de cocaína em tábuas de madeira na cidade de São José de Mipibu. Apreensão semelhante se deu em 25 de dezembro do anopassado, quando 74 kg de maconha foram achados dentro dos assentos de cadeiras de balanço, no mesmo município. O policial lembra ainda de casos como o de cocaína encontrada diluída em garrafas de suco transportadas por um romeno em 2006. "Já encontramos também cocaína em roupas engomadas, na armação de malas, dentro de baterias de carro e dentro de tanques de combustível".

Mesmo com essas artimanhas, para o agente federal a forma mais emblemática de disfarce é a de cápsulas de drogas engolidas pelas chamadas "mulas" - pessoas que se dispõem a fazer o transporte da droga, mediante pagamento. "O que mais me impressionou até hoje foi uma das primeiras apreensões com nigerianos, em 1999. Dois deles estavam com quase 1 kg de cocaína no estômago cada um", comenta. Na opinião de Stênio de Almeida, essa é a forma mais difícil de se detectar a droga, mas também a mais perigosa para quem está transportando o tóxico. "Não dá para ver quem está carregando droga assim porque é dentro do corpo, mas a pessoa também corre orisco de morrer de overdose, caso as cápsulas se rompam".

O policial conta que os agentes têm de usar de muita perspicácia para conseguir flagrar o transporte de entorpecentes disfarçados. "Tudo depende da investigação, da conversa com os criminosos. No aeroporto, por exemplo, o nervosismo da pessoa é logo um indicativo de algo estranho. Então a gente começa a fazer perguntas e vasculhar. Muitas vezes temos de usar um narcoteste até mesmo em roupas para detectar a droga".


Stênio de Almeida diz que o que mais impressiona é o transporte de drogas dentro do estômago Foto: Carlos Santos/DN/D.A Press
Stênio de Almeida acredita que a criatividade dos traficantes tem crescido exatamente por causa da intensificação dos trabalhos da PF em identificar os narcóticos. Para se ter uma ideia do que o agente está falando, as apreensões de cocaína cresceram em 1.067,5% desde o ano passado. Já a quantidade de maconha apreendida deu um salto de 331,7% e a de crack aumentou em 37,5%. Somente as apreensões de haxixe sofreram uma queda: de 34,3 kg em 2010 para 1,7 kg este ano. Em 2011 também foram recolhidos pela PF 21,1 kg de pasta base, tipo de entorpecente não apreendido no ano passado.

Apreensões de drogas no RN

2011* - 2010

Cocaína 89,9 kg - 7,7 kg
Crack 255,7 kg - 185,9 kg
Maconha 862,6 kg - 199,8 kg
Pasta base 21,1 kg -- ---------
Haxixe 1,7 kg - 34,3 kg
Total 1.231 kg - 427,7 kg

O país (longe) do futuro

Apesar de subir uma posição no IDH, desigualdade social ainda é o principal fator que mantém o Brasil abaixo da Bósnia

Embora tenha subido uma posição - de 85º para 84º, entre 187 países - no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), elaborado anualmente pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o Brasil continua atrás de nações como Bósnia (74ª), Cazaquistão (68º), Kuwait (63°) e Trinidad e Tobago (62º). Ao mesmo tempo, vizinhos com economias bem mais modestas, como Argentina (45ª) e Chile (44°), integraram, este ano, o seleto grupo de países com a mais alta qualidade de vida no mundo. O motivo fica evidente quando considerado o IDH ajustado à desigualdade social (IDHD). Nesse índice, calculado para 134 países, o Brasil subiria 41 posições caso eliminasse as disparidades internas, considerando as condições atuais nas demais nações. Essa ascensão levaria o país ao estágio "desenvolvimento humano muito elevado", a classificação de elite do Pnud, onde estão incluídos Noruega, Canadá e Suécia.


Falta de saneamento básico atinge várias cidades brasileiras e interfere no Índice de Desenvolvimento Humano Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press
Além da concentração de renda, responsável por 40% da desigualdade medida pelo IDHD, a educação é apontadacomo catalisador essencial para acelerar o desenvolvimento humano brasileiro - que, na última década, cresceu lentamente, a 0,69% ao ano, contra o ritmo verificado entre 1980 e 2000, de 0,87%. Para se ter ideia do tamanho do desafio, os brasileiros têm, em média, 7,2 anos de escolaridade, o mesmo número observado no Zimbábue, cuja posição no ranking do IDH é de 173º. O país está atrás, por exemplo, de Botswana, onde a média de escolaridade chega a 8,9 anos, e do Tajiquistão, com 9,8. Já no quesito expectativa de vida - que completa o tripé renda, educação e saúde, usado no cálculo do índice -, o Brasil subiu de 73,1 anos, em 2010, para 73,5 em 2011. Jose Pineda, chefe do grupo de pesquisa do IDH, explicou que, devido a esse aumento, a saúde foi a variável com a maior contribuição para o índice brasileiro deste ano.

Apesar do avanço destacado, a expectativa de vida dos brasileiros está bem abaixo não só dos primeiros colocados no ranking, como a Noruega, onde se espera viver 81 anos, como das nações com características semelhantes. Na Colômbia, por exemplo, a esperança ao nascer é de 73,7; na Argentina, de 75,9; e no México, de 77. O economista Marcelo Neri, pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV), avalia que o Brasil avançou na última década, quando a renda da população mais pobre cresceu 350%, mas destaca que a desigualdade permanece como principal característica negativa do país no cenário internacional. "A melhor forma para combater isso é atacar o problema da educação. Esse é o pilar que pode dar bases mais sólidas para a evolução do IDH brasileiro", acrescenta.

Transferência de renda
Pós-doutor em sociologia do desenvolvimento e professor da Universidade de Brasília, Marcelo Medeiros explica que os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, não causam qualquer impacto na redução das disparidades. "São desenhados para reduzir a extrema pobreza. Até porque a quantidade de dinheiro usada no programa do governo federal está entre 0,5% e 1% do PIB, é pouco." Flávio Comim, pós-doutor em economia e consultor do Relatório do Desenvolvimento Humano de 2010, chama a atenção para a expectativa de escolaridade no Brasil, que diminuiu de 14,5 anos, em 2000, para 13,8, em 2011. "Isso significa que a qualidade do sistema educacional caiu. Espera-se que uma criança que entra hoje na escola estude menos do que se esperava no início da década", afirma.

+ Mais
Subiu ou desceu?

ABC vence nos acréscimos e deixa Icasa mais perto da Série C

Placar de 3 a 1 em Juazeiro do Norte (CE) aliviou potiguares e complicou cearenses. Foto: Miséria.com/Futura Press

Placar de 3 a 1 em Juazeiro do Norte (CE) aliviou potiguares e complicou cearenses
Foto: Miséria.com/Futura Press
 

Em situação dramática na reta final da Série B do Campeonato Brasileiro, o Icasa recebeu o ABC-RN, neste sábado, no Estádio Mauro Sampaio, o Romeirão, em Juazeiro do Norte (CE) com o objetivo de sair da zona de rebaixamento. Porém, os cearenses acabaram sendo frustrados pelos visitantes, que venceram por 3 a 1 e chegaram aos 46 pontos, ganhando distância dos últimos colocados.

Precisando vencer, o Icasa foi surpreendido com o gol de Lins logo aos 13min do primeiro tempo. Preto, de cabeça, chegou a empatar o jogo no início da etapa complementar, mas o time alviverde relaxou nos minutos finais e levou dois gols nos acréscimos: Pio, aos 46min, e Ederson, três minutos depois, deram a vitória ao time potiguar.
A apenas quatro rodadas para o fim do campeonato, Icasa e ABC vivem momentos distintos. Abaixo do time cearense estão apenas os já rebaixados Duque de Caxias-RJ, Salgueiro-PE e Vila Nova-GO.
Já o ABC, que iniciou a rodada no bolo dos times ameaçados pela degola, chegou ao 13º lugar e até ganha ânimo para sonhar com uma vaga no G-4.

'Nosso amor ninguém muda', diz Zezé di Camargo em show no Rio

Após crise, cantor se apresentou ao lado do irmão, na Barra da Tijuca.
"Deus me deu mais uma chance de continuar vivo", disse Luciano.

Henrique Porto Do G1 RJ

Após um briga antes de um show em Curitiba (PR) na semana passada, os irmãos Zezé di Camargo e Luciano se apresentaram na noite desta sexta-feira (4), em uma casa de shows, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Diante dos fãs, Zezé falou sobre a crise e reafirmou que a dupla não vai acabar: "Antes de qualquer coisa, se um dia meu irmão parar comigo, vai parar no nosso canto, mas o nosso amor ninguém muda", disse ele para delírio do público.
Zezé di Camargo e Luciano em sho no Rio (Foto: Açexandre Durão) 
Zezé di Camargo e Luciano se apresentaram na Barra da Tijuca, no Rio 
(Foto: Alexandre Durão / G1)
Veja imagens de Zezé di Camargo e Luciano em show no Rio
Zezé falou, ainda, da importância da carreira com irmão e do carinho dos fãs: “Eu sempre falei para vocês que são o nosso maior legado da nossa carreira, maior presente que Deus podia me dar”, completou ele, que brincou ao chamar Luciano ao palco: “Pelo amor de Deus não saia mais de perto de mim. Da próxima vez eu vou levar a sério heim Luciano”.
Luciano considerou como “a maior burrice da sua vida”, quando anunciou o fim da carreira ao lado do irmão. “Deus me deu mais uma chance para eu continuar vivo. Eu tenho que agradecer. Ele me deu essa chance mesmo depois de eu ter falado a maior burrice da minha vida. Foi uma das piores frases, que foi quando eu falei que iria parar de cantar com o meu irmão. Eu nunca vou fazer isso. Eu dependo dele, dependo da música e depende de vocês também”, disse.

Diante dos fãs, Zezé di Camargo falou sobre a importância da família na vida da dupla: “Nós combinamos uma coisa: agora tudo tem que ser do jeito dele (Luciano). Muita gente fica procurando explicações nas coisas que acontecem na vida das pessoas. Independentemente de nosso sucesso que nós construímos juntos, eu e o Luciano, temos uma coisa muito maior que isso aqui, que é a nossa família. Assim que o senhor Francisco (pai da dupla) ensinou para gente”.


Zezé di Camargo e Luciano se abraçam no palco em show no Rio. (Foto: Alexandre Durão / G1) 
Zezé di Camargo e Luciano se abraçam no palco em show no Rio. 
(Foto: Alexandre Durão / G1)
O anúncio
Na quinta-feira (27), Luciano chegou a anunciar o fim da dupla durante um show no teatro Guaíba, em Curitiba: "Não era para eu estar aqui agora. Até o final do ano vou cumprir todos os meus compromissos. Mas o ano que vem o meu irmão vai continuar a carreira sozinho, e vocês vão ser com certeza a segunda voz que ele sempre mereceu e que merece para o resto da vida. Valeu de coração e obrigado".
Nesta terça (1º), durante a gravação do "Programa do Jô", em São Paulo, o cantor descartou o fim da dupla ("Não vamos parar de jeito nenhum") e atribuiu sua declaração a "uma discussão muito forte" que teve com Zezé no mesmo dia. "Peguei de surpresa meu irmão e o Brasil".
Eles não revelaram o motivo da discussão, que Zezé chamou de "boba". Luciano, que foi internado na sexta-feira (28) após um desequilíbrio de potássio causado pelo uso de diuréticos, afirmou que "estava p... da vida". "Pensei: vou tomar um porre", revelou o músico. Então tomou uísque com diurético e rivotril, um tranquilizante.

Bertha Lutz no Rio Grande do Norte

 

 PIONEIRISMO DO VOTO FEMININO  NO BRASIL 

(LAGES RN).

Em 1928 Bertha Lutz fez uma visita ao Rio Grande do Norte e além de ter influenciado a fundação da associação de eleitoras, promoveu também a candidatura de Luiza Alzira Soriano à prefeitura de Lajes.
Alzira Soriano se tornou a primeira prefeita eleita da América do Sul na cidade de Lajes, com 60% dos votos válidos.

                                                         Posse de Alzira Soriano

            No dia 25 de outubro de 1927, pela Lei estadual nº 660, as mulheres brasileiras puderam, pela primeira vez, no Rio Grande do Norte, ter reconhecido o direito de votar e serem votadas. O Artigo 77 das Disposições Gerais do Capítulo XII da referida lei determinava: “No Rio Grande do Norte poderão votar e ser votados, sem distincção de sexos, todos os cidadãos que reunirem as condições exigidas por esta lei”. Era governador do estado José Augusto Bezerra de Medeiros, que seria substituído na administração estadual por Juvenal Lamartine de Faria no ano de 1928. Ambos eram líderes políticos do sertão inseridos nas relações oligárquicas da República Velha.
            Essa abertura política conferida às mulheres no Rio Grande do Norte é resultante das reivindicações feministas por igualdade social lideradas em âmbito nacional pela bióloga paulista Bertha Lutz (1894-1976). Ela se tornaria, a partir de 1918, “[...] uma das mais expressivas lideranças feministas na campanha pelo voto feminino e pela igualdade de direitos entre homens e mulheres no Brasil”. Foi através do contato com Bertha Lutz no Congresso Nacional que Juvenal Lamartine, deputado federal pelo Rio Grande do Norte no período entre 1906 e 1926, apresentou como uma das propostas da sua plataforma de governo a intenção de contar “[...] com o concurso [voto] da mulher [...] na escolha daqueles que vêm representar o  povo [...] e elaboram e votam a lei”.
            As mulheres norte-rio-grandenses não estavam totalmente inseridas no contexto nacional de reivindicações por igualdade de direitos entre homens e mulheres, mas também não estavam alijadas desse processo. A tomada de consciência ocorreu quando as mulheres potiguares se tornaram pioneiras de uma importante conquista política e cidadã na história da América do Sul: o direito de poderem votar e serem votadas para cargos públicos eletivos.
            No mesmo ano de 1927, de acordo com a professora Maria do Nascimento Bezerra, um mês após a publicação da Lei nº 660, na cidade de Mossoró, a professora Celina Guimaraães Viana, aos 29 anos de idade, “[...] após encaminhar bem-sucedida petição reivindicando sua inclusão no rol de eleitores [...]”3 daquele município, tornou-se a primeira mulher habilitada a votar na América do Sul. Mas Celina Guimarães não foi a única a solicitar o direito a voto no Rio Grande do Norte naquele ano. Júlia Alves Barbosa, em Natal, fez a solicitação no mesmo dia que Celina, 27 de novembro, e teve o pedido atendido dois dias depois, enquanto o desta  foi atendido no mesmo dia. 
É importante salientar ainda, segundo informa Rachel Soihet, que já na primeira década do século XX as mulheres reivindicavam o direito de voto. As pioneiras foram a advogada Myrthes de Campos, primeira mulher a ingressar na Ordem dos Advogados do Brasil e a professora Leolinda Daltro, fundadora do Partido Republicano Feminino em 1910. Ambas tiveram os pedidos negados, apesar de terem se baseado nos Artigos 69, 70 e 72 da primeira Constituição Republicana do Brasil de 1891 e no Código Eleitoral vigente desde 1904  que, além de não excluírem em seus textos as mulheres dos conceitos de cidadania e das condições de elegibilidade, asseguravam a todos a igualdade de direitos.
            Apesar de, do ponto de vista eleitoral, o estado do Rio Grande do Norte ter reconhecido esta igualdade, faltava, porém, a concretização do “voto de saias”, o que ocorreu nas eleições municipais realizadas no dia 05 de abril de 1928. Em Natal votaram Antônia Fontoura, Carolina Wanderley, Júlia Barbosa e Lourdes Lamartine. Em Mossoró, além de Celina Guimarães, votaram Beatriz Leite e Eliza da Rocha Gurgel. Em Apodi as primeiras eleitoras foram Maria Salomé Diógenes e Hilda Lopes de Oliveira. Em Pau dos Ferros, Carolina Fernandes Negreiros, Clotilde Ramalho, Francisca Dantas e Joana Cacilda Bessa. Ainda em Caicó e Acari, respectivamente, Júlia Medeiros e Martha Medeiros. Além de votar, algumas mulheres, a exemplo de Júlia Alves Barbosa em Natal e Joana Cacilda de Bessa em Pau dos Ferros,  foram também eleitas para o cargo de intendente municipal, equivalente a vereador atualmente.
            Ao interpretar a Constituição e o Código Eleitoral, o Congresso Estadual do Rio Grande do Norte, ainda no ano de 1927, favoreceu a ampliação das reivindicações pelo direito de voto e elegibilidade às mulheres em outros estados da federação, o que viria a acontecer efetivamente na década seguinte. Entrementes, num país cujas instituições republicanas ainda engatinhavam, era preciso garantir e consolidar o direito de voto das mulheres. Para tanto, foi criada em agosto de 1928 a Associação de Eleitoras Norte-Riograndenses, filiada à Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, fundada e coordenada nacionalmente por Bertha Lutz. A associação objetivava “[...] coordenar e orientar os esforços da mulher norte-riograndense, no sentido de elevar-lhe o nível de cultura e tornar-lhe mais efficiente a actuação na vida doméstica, social e política.”M. O propósito dessa agremiação estava em consonância com a proposta de Bertha Lutz, que “[...] propunha a formação de associações, imprescindíveis para funcionarem como elementos de pressão e para fazer frente às reações surgidas, garantindo ‘o êxito no rompimento dos tabus e preconceitos relativos à libertação da mulher’”.
            Nesse mesmo ano de 1928 Bertha Lutz fez uma visita ao Rio Grande do Norte e além de ter influenciado a fundação da associação de eleitoras, promoveu também a candidatura de Luiza Alzira Soriano à prefeitura de Lajes. Juntamente com Juvenal Lamartine, governador do estado, Bertha Lutz fez uma visita ao “coronel” Miguel Teixeira de Vasconcelos, pai de Alzira, que à época, estava com 31 anos. “Esta é a mulher que estamos procurando”, teria dito Bertha Lutz à Juvenal Lamartine, afirma Heloiza Souza. Alzira Soriano se tornou a primeira prefeita eleita da América do Sul na cidade de Lajes, com 60% dos votos válidos.
            Considerando as prováveis palavras de Bertha Lutz, acima destacadas, a eleição de Alzira Soriano, bem como o pioneirismo do direito de voto conferido às mulheres no Rio Grande do Norte representaram – e representam até o presente – fatos decisivos na luta por cidadania e igualdade de direitos entre homens e mulheres no Brasil. Essas conquistas seriam institucionalizadas nos primeiros anos do governo de Getúlio Vargas, através do Código Eleitoral de 1932, pelo Decreto nº 21.076, que permitiu o voto feminino em todo o território nacional, o que veio a consolidar-se na Constituição de 1934. Não deve-se, porém, confundir direito de voto e elegibilidade com igualdade de direitos e cidadania plena para todas as mulheres brasileiras. Essas reivindicações ecoavam de uma parcela da população feminina esclarecida, alfabetizada, da classe média. A maioria das mulheres do país, pobres e analfabetas, continuavam sem acesso a direitos mínimos e sem cidadania plena. Para elas, o voto não representava muito. Desde que soubessem assinar o nome, mais importante seria justificar o poder político dos coronéis em troca de trabalho nas plantações de café ou de um litro de leite para minimizar a fome.  
            Entretanto, as mulheres norte-rio-grandenses estiveram na vanguarda das conquistas políticas feministas no Brasil. Não foram, porém, as pioneiras do discurso libertário. É preciso compreender aquele momento político sob a ótica de um contexto histórico que favoreceu a ascensão das mulheres potiguares no cenário nacional. Vivia-se no Brasil da República Velha, do sistema coronelístico-oligárquico; a sociedade era moldada pelos padrões aristocráticos, mas a plástica, a sutileza e a sensibilidade das mulheres, conferiam um ar mais delicado e sutil na vida pública e na sociedade brasileiras, desprendendo, pelas vias políticas e pacíficas, as amarras sob as quais viviam as mulheres na vida doméstica sob o julgo dos seussenhores e maridos.